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A princesa da Betuania

Antes de começar, advirto que este conto pode ofender pessoas sensiveis e que desaprovem termos chulos de linguagem. Para todos os outros, BOA LEITURA!

Eu precisei sair do pais para poder beber em paz. Sim, por que lá eu corria o risco de ser levado ao rei e este seria o meu fim. Não que na Betuania seja proibido beber, de forma alguma. Lá, inclusive, é de onde provêm os melhores vinhos do mundo. Isso vocês devem saber! Lá, pode se dizer que todos trabalham embriagados. O meu problema é que quando começo a beber eu fico feliz e quando fico feliz eu falo demais e lá, na Betuania, eu sou um homem procurado.

Eu trabalhava no castelo, o que me dava um padrão de vida muito bom. Mesmo sem a menor chance de me tornar um nobre, por que essas coisas simplesmente não acontecem, eu tinha uma boa vida. Trabalhar no castelo é pesado, mas é deveras melhor que trabalhar no campo. Campo fede a bosta de vaca. Mas os de lá, vejam bem, os campos da Betuania fedem a bosta de vaca, os daqui, não. Aqui só tem gente decente. Com campos decentes. Eu nem gosto de carne de vaca. Prefiro galinhas e porcos. Muito mais saborosos, a carne de vaca parece que tem gosto de ferrugem, sei lá! Ah! Mas eu ainda não disse, porque estou fugido da Betuania, mas to chegando lá! Eu trabalhava no castelo, como eu já disse e eu era o camareiro da princesa. A princesa da Betuania. É sabido por todos que princesas são virgens, pelo menos até o dia do seu casamento, é lógico. E aí daquela que não for, dá uma merda danada!

Então, sendo camareiro da princesa eu vivia entrando no seu quarto. Era meu trabalho! Trocar os lençóis, jogar fora o mijo do urinol, guardar a roupa limpa nos armários, tirar o pó dos móveis e encher a banheira com água quente. A menina era muito limpa, isso é verdade nas princesas. Elas estão sempre cheirosas e perfumadas. E têm dentes bons. Desses que cortam a carne com facilidade.

A menina já estava com 15 anos e ainda não tinha muitas formas de mulher. Mas mesmo assim era muito graciosa. Não era raro, para mim, vê-la em trajes menores, bem mais raro, mas ainda assim nenhum absurdo, vê-la nua também já aconteceu.

A sua irmã mais velha já tinha se casado com o príncipe de alguma terra qualquer ao sul, onde dizem que os homens se banham mais. E a garota começou a ficar nessa neura de que tinha que se casar também. Ela meio que parecia não se importar com quem se casaria. A tara era casar! Casar! Até que um dia, já meio que de saco cheio, eu acho, a garota deu uma pirada. E bendita foi a hora que entrei naquele quarto pra conferir o urinol. A menina estava nua na cama e me mandou entrar. Tomei um susto, e tentei me esquivar, mas ela falou pra eu ficar calmo, que se não fosse pra eu ver, não teria me mandado entrar. Olha só pra isso! Então, meio sem jeito me aproximei da cama, eu tinha que fazê-lo. O dito cujo ficava debaixo da cama, não é mesmo? Foi aí que ela ficou de joelhos na cama, me pegou pelo colarinho e me puxou pra perto. A garota tava possuída meus amigos! Foi aí que eu entendi porque essa paranóia de casamento a quenguinha queria trepar. Tava com a bacurinha coçando! Desde aquele dia eu passei a comer ela todo dia, mas só o lorto. Porque vocês sabem, buceta de princesa é sagrada. Se no dia do casório não tiver um sanguinho no lençol da até guerra.

E aí, foi isso. Todo dia eu ia lá cumprir minhas obrigações com a princesa até que o rei nos pegou na cama. Eu lá de pau enfiado, a princesa com a cara na fronha pra abafar a gritaria. Por que a bichinha era escandalosa. Amigo, não deu outra. Pulei pela janela mesmo. Não quis nem saber a altura, que não era pouca. Mas era melhor morrer tentando viver que esperar pra ver! Minha sorte é que da janela não era muito longe de um telhado mais baixo, e assim, correndo muito e roubando roupa do varal eu consegui sair da Betuania.

Agora eu fiquei sabendo que ela já se casou com um príncipe árabe aí e deu tudo certo. Sanguinho no lençol e todos em paz. Mas naquele país eu não ponho meus pés de novo, vai que o rei é rancoroso.

Ô amigo, bota mais uma aqui pra mim fazendo favor!

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