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Meu primeiro semestre literário

Faz muito tempo que não venho aqui e acho que cabe registrar o que tenho li nesse primeiro semestre do ano de 2012.

Odd e os gigantes de gelo de Neil Gaiman, foi um livro rápido, divertidinho, mas nada grande coisa. Coraline foi muito melhor! Nesse livrinho que fala sobre Odin, Thor, Loki e é claro Odd, um menino manco que faz toda a diferença. É um livrinho dentro da cartilha. Não surpreende em nada, mas também não agride. Tipo Valente da Pixar que está nos cinemas.

Depois concluí minha leitura do livro Os Bestializados do cientista político e historiador José Murilo de Carvalho. que fala de um Rio de janeiro no inicio da Republica. Material de pesquisa para um futuro trabalho meu, para o qual estou me municiando, aos poucos, comprando livros sobre a década de 1880. Um projeto Steampunk de minha autoria, na verdade, por causa desse projeto é que comecei a pesquisar sobre steampunk e acabei por entrar na Loja Rio de Janeiro.

Depois disso eu entrei no clima estranho de Lourenço Mutarelli. Graças aos dois livros maravilhosos, O cheiro do ralo & O natimorto, tornei-me fã desse sujeito, então comprei outros livros seus e entrei de cabeça pelo Miguel e os demônios. Infelizmente o pior livro do cara. Esse é ruim mesmo, não recomendo a ninguém. Depois vim a saber que foi um livro encomendado e isso talvez justifique seu mal desempenho. Tem que deixar o cara solto. Livre para escrever o que quiser e quando quiser.

Já o Arte de produzir efeito sem causa, esse sim é Mutarelli puro. Foda! Não posso dizer que é o melhor, pois conversando com um amigo que também virou fã do cara, chegamos à conclusão de que tudo faz parte de um grande mosaico chamado Lourenço Mutarelli. Tudo o que ele escreve é ele mesmo. Mesmo que com motes diferentes (nem tão diferentes assim), em essencia tudo se trata de uma mesma história. E o Nada me faltará chega para confirmar isso. Sinopses de seus livros vocês podem encontrar por aí, mas o que precisam de fato saber é que se você ler e gostar de um livro dele, você gostará de todos, menos do Miguel e os demônios, pois alí, de fato ele perdeu a mão.

Tive o prazer de ir no lançamento do novo livro/HQ do Lourenço aqui no Rio. O livro/HQ é o Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente. Ainda não o li, pois a verba anda curta*, mas está na minha lista de compras.

*o bom de estar com a verba curta é que dou um tempo nas compras e me concentro em ler o que ja tenho. desenvolvi o vicio de comprar livros, mas o vicio de ler não consegue acompanhar, portanto tenho uma lista razoável de livros, em casa, pra ler.

Depois disso voltei ao mestre Rubem Fonseca com o livro O buraco na parede, e que prazer ler algo tão maravilhosamente bom. Esse se tornou um dos meu favoritos do homem. Todos os contos são bons. Perfeito.

Já sua pupila Patricia Melo, lembram que eu disse que daria a ela mais uma chance? Eu li Jonas o copromanta e achei fraco, porém como um bom amigo me recomendou o Acqua Toffana, resolvi dar a ela essa chance e o li. é um bom livro, de fato, mas não morri de amores. Ela me parece tiete demais do Rubem, e me faz pensar que tudo o que ela tem a dizer o Rubem ja disse antes e melhor. Talvez quando o velho se for e a saudade for tamanha eu redescubra em Patricia Melo um alento, mas por hora, to legal!

Depois voltei a ler o Mestre pegando o Histórias de amor, esse livro vem junto com o E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto. Pelo que entendi, dois livros comemorativos de aniversário da Cia das Letras. Muito fraco. é um livro irregular, tem bons contos, contos médios, mas os contos ruins me impactaram tanto que não consigo gostar do livro. Sacanagem! Ja o do charuto comecei a ler, mas parei pra botar outro livro na frente, estou lendo um livro de uma autora estreante. Mas até então eu estava curtindo o livro do mundo prostituto.

Mudando completamente o tipo de leitura a que estou acostumado, e seguindo aquilo que falei há pouco sobre estar duro, puxei de minha estante esse livro de poesias. Gênero que eu não compreendo, simplesmente. Mas aos poucos estou pegando. Sem compromisso, sem espectativas. Primeiro li o do Skylab, e curti. mas agora fui longe peguei um clássico e digo a vocês. Que prazer ler esse livro. Delicioso! Devo admitir que não compreendi tudo, pois se trata de uma mitologia própria e eu precisarei ler mais outras vezes pra captar tudo o que há ali. Mas o pouco que peguei me encantou profundamente. Me faz continuar animado em ler mais poesias. O próximo provavelmente será do Bukowski. To de olho no O amor é um cão dos diabos.

E pra fechar esse post, quero falar de um livro que eu estava me devendo ler faz anos. Desde que assisti uma entrevista do autor no CCBB e fiquei profundamente encantado com o Luiz Alfredo Garcia-Roza, que quis ler O silêncio da chuva, seu romance policial de estreia.

Ele não foge a regra das boas histórias que é começar o livro com uma boa frase, pena eu não o ter a mão agora para transcrevê-la. O livro é muito bom, muito prazeroso de ler, mas o final eu fiquei meio decepcionado. Uma porque o assassino era obvio e eu matei essa charada desde a metade do livro e outra como o caso se encerrou. Eu não gostei do fim, mas quando o descrevi para minha esposa, ela achou legal. Deve ser uma questão de gosto mesmo, talvez. Mas ainda assim fiquei satisfeito. Com certeza lerei mais histórias do Luiz Alfredo.

Bom, por hora é isso! Espero que o post não tenha ficado grande demais, e espero não demorar mais 6 meses pra voltar. Até mais!

Literatura

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