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Steampunk : Histórias de um Passado Extraordinário

Eu publiquei no Skoob no dia 27/03/2011, provavelmente pouco depois de ter terminado de ler este livro uma versão resumida da critica que farei aqui.

Não sei vocês, mas eu sou do tipo que compra um livro pela capa. Se uma capa é bonita, ela me desperta atenção, que gerará o interesse em ler as orelhas e quarta capa, se isso me for interessante, buscarei ler a sua primeira frase, que já me dá indícios se o escritor é minimamente competente. Mas com este livro não foi assim que aconteceu. Foi um livro indicado. Quando comentei meu interesse por Steampunk, um amigo me falou deste livro. Achei sua capa péssima, e suas orelhas e quarta capa não eram das mais atraentes, mas ainda assim me despertou o interesse. Por ser dos poucos livros do gênero escritos por brasileiros e o mais barato isso comparado ao VaporPunk, livro cuja a capa também não é das melhores, diga-se de passagem.

Pois bem, Em uma coletânea de contos de autores variados, se espera estilos e qualidades variadas, então, mesmo que o primeiro conto não te agrade, é bom você insistir um pouco, pois talvez, aquele autor é que não te causou empatia. E de fato isso acontece. Tem dois ou três contos bons, mas não o suficiente pra fazer valer a compra. Os contos que eu gostei foram o do Fabio Fernandes, do Alexandre Lancaster e do Romeu Martins. O resto, infelizmente, uma perda de tempo. É claro que não é bem a minha praia de leitura, uma vez que estou acostumado com escritores como Charles Bukowski, Rubem Fonseca, Lourenço Mutarelli, e Patrick Suskind, mas acreditei que só de estar motivado, ja seria um bom começo. Acho que quando o leitor está disposto a gostar de alguma coisa, ja é meio caminho andado pra que isso aconteça. Mas, infelizmente não rolou! Uma pena!

Mas acho justo, comentar os contos que lí.

O assalto ao trem pagador, de Giampaolo Celli

O conto não é ruim, mas achei imaturo, principalmente a personagem Bella que se apaixona pelo principal, porque sim! Não me convenceu.

Uma breve história da maquinidade, de Fabio Fernandes

Deste eu gostei, por duas razões, a primeira é que o autor teve uma boa idéia e soube desenvolvê-la. E se Viktor Frankestein tivesse feito um segundo monstro, utilizando os conhecimentos adquiridos com a criação do primeiro? A segunda razão, ele soube explorar a história no tempo necessário, acredito que seja o conto mais curto do livro, ele soube finalizá-lo antes que se perdesse em devaneios e estragasse a boa idéia que teve. Muito bom, o conto.

A flor de estrume, de Antônio Luiz M. C. Costa

Assim como o seu nome, o conto é uma boa merda!

A música das esferas, de Alexandre Lancaster

É um bom conto infanto-juvenil. Bastante aventura, personagens bacanas, uma trama bem amarradinha, daria uma boa história em quadrinhos, talvez um curta de animação.

Cidade Phantástica, de Romeu Martins

É um bom conto. Não tenho muito a dizer sobre ele, só que me diverti lendo, mas não morrí de amores.

Quanto ao outros contos, desistia em poucas páginas. Em todos faltava o que chamo de pegada! Aquilo que te faz pegar um livro e não largá-lo.

Mas de um modo geral o que eu acho que me incomodou mais e que não me fez curtir o livro foi sentir que ele não era pra mim. Eram histórias de aventura que poderiam ser destinadas ao leitor jovem, mas que receberam um tratamento empolado pra se dizer adulto. Não me parece um livro com um público bem definido. E antes que pensem que eu só leio material adulto, adoro livros infantís, filmes, desenhos animados e quadrinhos e sei que existem tratamentos diferentes para cada público. Então acredito que tenha alguma experiência para dizer o que digo, mas não quero de forma alguma me passar por autoridade. É só o manifesto de uma pessoa que comprou um livro e se decepcionou com ele.

Literatura

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