Início » Súcubo » “SÚCUBO” Capítulo 12

“SÚCUBO” Capítulo 12

É como se fosse um filme na minha cabeça. Está chovendo. Em uma rua, pessoas andam por todos os lados. Catharina está na chuva tentando se proteger com um jornal. Ela encontra abrigo em uma floricultura. Livra-se do jornal e bate a água em sua camisa. Ao lado da porta da floricultura há uma placa de madeira que diz: “precisa-se de ajudante” Catharina então entra na floricultura e conversa com a dona. Uma mulher jovem, e está segurando um vaso de flores com luvas verdes e um avental. A mulher não fala muito, não me lembro o que dizia. Mas como um corte de cena a imagem muda e vejo Catharina de cabelos presos com as mesmas luvas verdes e o avental segurando uma pá de jardinagem, ou seja, lá que nome se dá à tal ferramenta, cavando a terra de um vaso em meio a vários outros vasos floridos. Ela está serena e com calma faz seu trabalho. A dona da loja, uma jovem de cabelos ondulados, menciona seu nome e isso chama sua atenção. Ela se vira e me vê ao lado da jovem. Dessa vez eu não sou um homem negro de roupas longas. Sou um homem branco, de barbas bem aparadas e cuidadas. Sou um homem forte usando uma camisa que ressalta meus músculos fortes e minha elegância. Sou um homem bonito, o tipo de homem pelo qual Catharina se apaixonaria.  Somos namorados. É o tipo de coisa que acontece nos sonhos. Eles não são explicáveis como um filme cujo roteiro é feito de forma que todos os detalhes sejam cuidadosamente apresentados ao expectador. Não, aqui não há essa necessidade. Eu sei que sou seu namorado e ela fica feliz em me ver. Seu coração quase pula do peito. Sou este homem adorável que agrada a jovem de cabelos ondulados e que faz Catharina suspirar de amor. Sou este homem de sorriso encantador, de voz grave e calma. Afinal sou um homem seguro de mim e não preciso, em circunstância alguma, elevar meu tom de voz. Sou este homem admirável que faz Catharina correr para pular em meus braços com uma alegria tão grande que a faz chorar quando digo: “Olá minha flor!” Sou maravilhoso demais para que seu pobre coraçãozinho agüente e ela chora de felicidade.

Eu a faço sair do trabalho mais cedo para que possamos aproveitar o fim da tarde em um parque municipal. Um parque com crianças brincando e amigos tirando fotos. Um lugar embaixo de uma árvore que nos permite ficarmos confortáveis o bastante para ver o sol se pôr. Compro sorvete para nós dois. Eu me recosto sobre ela e por cima do ombro ela lambe o sorvete em minha mão. Somos maravilhosos. Somos um casal bonito aproveitando o pôr do sol em um parque cheio de verde. Catharina diz que sou maravilhoso demais para ela. Que não me merece. Eu então a faço olhar para o céu e as nuvens. E lhe digo: “O céu é diferente todos os dias. Cada dia é diferente do outro neste céu criado por Deus. E embora um dia possa parecer mais bonito que o outro. Todos são belos à sua maneira. E o sol nasce e se põe igualmente para todos. Pois acredita que ninguém é melhor que ninguém. E por isso não se considera maravilhoso demais para discriminar quem mereceria vê-lo. Então quem dirá eu, em minha humilde existência ser maravilhoso demais para você.” E ela me agarra e me aperta pois sabe que sou maravilhoso e que me ter é um privilégio oferecido a poucos neste mundo criado por Deus.

Mais tarde a levo para jantar em um restaurante caro. Nos vestimos de forma elegante e pedimos vinho branco. Conversamos sobre meus projetos, pois sou um empresário bem sucedido e tudo que crio ou participo vira ouro. Ela me olha com a admiração e espera um dia ter sua própria floricultura. Digo que terá uma rede. Ela sorri e acredita em minhas palavras.

Em meu apartamento, estamos de pé e eu a beijo. Estou sem camisa e a ponho contra a parede. Abro sua calça e a puxo, pois são muito justas e não cairiam sozinhas. Tiro sua calcinha e então ela abraça meu pescoço. Suspendo seu corpo e a penetro enquanto suas pernas se cruzam em minhas costas a mantendo firme em sua posição. O mundo é maravilhoso e nos casaremos em breve. É um belo sonho. Aposto que se Catharina o tivesse sonhado saberia que embora eu não seja este homem forte, de barba bem aparada, e cabelos pretos, ainda assim sou tão maravilhoso quanto ele. E ela viria correndo atrás de mim e seria minha. Eu acordo pensando nisso. Ainda de olhos fechados fico pensando como seria perfeito se ela tivesse este sonho ao invés de mim. Mas este é um sonho meu, e não dela. Neste momento o telefone toca. Não me movo a princípio, pois espero que minha mãe o atenda. Toca de novo e nada indica que será atendido por minha velha. Então quando toca pela terceira vez resolvo me levantar do sofá da sala. Ele toca mais uma vez antes que o atenda.

– Alô!

– Marcos?

– Ele!

– Catharina.

Esfrego meus olhos para ver melhor, mas não há nada para se ver.

– Oi! – podia ter sido mais original, mas na hora foi o que saiu.

– Oi Marcos, que saudade que estou de você. Não veio me ver hoje? Fiquei decepcionada.

– Não diga isso! Eu fui até sua sala de manhã. Mas você não estava. Vi seu blazer na cadeira.

– Você é um ótimo mentiroso, sabia?

– Não é mentira, digo a verdade. – digo isto com um sorriso nos lábios.

– Tudo bem! Vou acreditar em você!

– Pode acreditar.

– O que está fazendo agora?

– Nada.

– Não gostaria de vir me ver?

– Claro, seria ótimo te ver.

– Estou sozinha no meu apartamento, então lembrei de você!

– Isso é muito bom!

– Pode ficar ainda melhor, basta você vir aqui.

– Me diga onde que eu vou.

– Anote.

– Já tenho a caneta, só falta o papel. Ah, aqui!

– Rua Elemental número 85. É em frente a um restaurante de fachada azul…

– Conheço essa rua.

– Meu apartamento é o 502.

– Estarei aí em uma hora.

– Não demore.

E desligou. Fiquei parado por (só Deus sabe quanto tempo) até que consegui raciocinar em tomar um banho.

Em quinze minutos estava pronto. Pus meu melhor perfume. Um importado, o mesmo que usei na missa de sábado e segui para o ponto de ônibus. Mal podia acreditar em minha própria sorte. O ônibus demorou pouco mais que dois minutos, para mim pareceram vinte.

Em vinte e cinco minutos estava dobrando a esquina de seu prédio. A vantagem de ser boy é conhecer grande parte da cidade. Não era um prédio tão luxuoso como se esperaria de uma mulher como Catharina, mas era um bom prédio. A segurança, um tanto negligente, permitiu que eu me dirigisse direto para o elevador . Apertei o número 5 e esperei. Olhei-me no espelho para conferir meu visual. Achei feio, mal vestido. E me censurei por repetir o mesmo perfume. Mas agora era tarde e a porta do elevador já se abrira. Encontrei o 502 e toquei. Estava nervoso. A porta se abriu e então vi um homem grande e negro, de cabeça raspada a zero. Era forte e musculoso. Estava sem camisa.

– Oh! Devo ter me enganado, me desculpe, amigo.

– Tudo bem carinha, a mina tá te esperando.

Hesitei em entrar, mas ele abriu a porta por completo e apontou para dentro. Era um apartamento pequeno e as luzes estavam baixas. Haviam dois sofás de dois lugares. Um pufe no chão e tapetes. O bar ficava atrás do sofá de frente pro corredor, mas não parecia abastecido. Ainda não havia entendido, ou não queria entender porque este negão estava ali.

– Senta aí, carinha. A gente já tá de saída e a mina já vem falar contigo.

Obedeci ao homem, pois me senti sem opção. Minhas mãos suavam.

– Tem mais alguém aí? – perguntei.

– O meu mano. Tá no banheiro dando um jeito no cabelo. Eu não tenho esse tipo de problema! – sorriu esfregando a mão na cabeça nua.

Sorri de volta um sorriso amarelo. Senti-me aflito por não entender o que acontecia. O negão vestiu uma camiseta branca bem justa.

– Sabe, ela é demais. Parece o diabo!

– Do que está falando, amigo?

– Da loira, esqueci agora o nome dela, não deixe ela saber disso! As mulheres ficam magoadas quando você esquece o nome delas.

– É, eu sei. Mas você tá falando da Catharina?

– Isso, Catharina. Fode como um animal. Põe qualquer preta no chinelo. Já trepou com uma preta garotão?

– N-não…

– Tá perdendo. Nenhuma mulher fode mais que uma preta, mas se você curte oral, tem que ser uma branca. Nisso elas são boas e a loira aí é uma das melhores na chupeta. E no resto ela manda muito. Olha que fomos dois, e não é pra me gabar, mas pra me derrubar tem que mandar muito bem. A loira me deu uma canseira. Mas sabe como é, não posso dar o braço a torcer. Agüentei firme. – Então o negão se sentou no sofá, a meu lado.

– Deixa eu te explicar uma coisa, meu camaradinha! Com uma mulher dessas, você precisa ter criatividade. Se você é do tipo tradicional, vai fazer ela dormir. E não tem nada pior pra uma mulher do que uma foda tediosa. E olha que eu te garanto que a mina tá cansada. Você precisava ter visto, quero dizer, você vai ver. Essa mulher é o diabo, rapaz. É o diabo!

Então outro negão vem do corredor com um cabelo tipo “bigorninha” com uma pasta que o mantinha molhado. Vinha com um andar despreocupado e um sorriso gigantesco na direção do careca.

– Simbora, crioulo?

– Tava só esperando a princesa pentear as madeixas! – o negão se levanta do sofá.

– Eu sei que tu tem inveja do meu Black!

– Valeu aí, hein, carinha!  Não esquece do que eu falei, criatividade. – o careca levantou o polegar pra mim e seguiu em direção a porta, seguido do bigorninha que apenas me olhou e fechou a porta quando saíram.

Eu estava apavorado e desejando que não fosse verdade, que o negão tivesse tirando uma com a minha cara. Eu sabia que Catharina era uma mulher excêntrica, mas aquilo me parecia demais.

Demorou uma eternidade até que Catharina aparecesse. Estava descalça. Uma blusa azul por dentro de uma saia preta. Vinha sorrindo em minha direção. Eu ainda estava apavorado e pedia para que estivesse enganado e que ela não tivesse sido comida por aqueles negões. Por favor Deus, diga que não!

– Marcos, que bom que chegou! – e veio andando em minha direção. Então seus lábios esmagaram os meus. Sua língua era voraz e ia até minha garganta. Era uma língua enorme me invadindo. Senti-me violado. E me perguntava se uma língua podia ser tão comprida quanto aquela. Ainda pensava nos negões. Então ela me largou. Recuou e manteve os olhos fechados por dois ou três segundos. Pude ver que estava extasiada.

– Marcos… Você é delicioso!

Fiquei feliz em ouvir aquilo. Até sorri e por um segundo esqueci os negões, mas no segundo seguinte eles estavam de novo em minha mente então parei de sorrir.

– Está tenso?

– Não, só fiquei surpreso quando dei de cara com seus amigos.

– Meus amigos?

– É, eram dois.

– Não eram meus amigos. Sequer os conhecia.

– Então o que faziam aqui?

– Não vieram por minha causa. Vieram ver uma amiga minha. Uma grande amiga.

– Então tem mais alguém aí?

– Não, só nós dois.

– E sua amiga?

– Não estava aqui, eles só entraram pra usar o banheiro e foram embora.

Era óbvio que mentia, mas eu era covarde demais para acusá-la. “Sua mentirosa descarada, você estava era trepando com aqueles macacos, sua puta suja e nojenta!” Não tinha coragem para dizer isso. Então me mantive calado. Ela veio de novo atrás de minha boca e me beijou com aquela língua de tentáculo. Ela arrancava minha camisa e eu não conseguia evitar. Embora fosse uma puta suja e nojenta, isso sem contar adoradora do diabo, não conseguia pará-la. Eu queria. Queria comer aquela mulher, por Deus, eu queria! Desejava tanto que faria qualquer coisa para isso. Suas mãos eram hábeis e em pouco tempo já estava sem camisa, e olha que era uma camisa de botões. Ela se livrou deles tão rápido que nem percebi. Ela era deliciosa e sua língua enorme passeava em minha boca. Procurei sua bunda e era como um sonho de tão firme.

Levantei sua saia e senti a calcinha. Então esbarrei em alguma coisa. Ouvi o barulho de vaso se quebrando, mas não me preocupei em olhar. Ela me levava para o quarto e eu ainda pensava nos dois pirús enormes dos negões entrando naquela mulher. Eu sabia que era uma vagabunda, mas ainda assim eu queria aquela piranha. Então arrumei forças e a joguei na cama.

– Você quer fuder não é, sua puta? Então eu vou te fuder!

– Vem! Vem e me come, seu puto gostoso!

Eu rasguei sua camisa e ela sorriu. Era um sorriso de grande satisfação. Estava sendo tratada como gostava. A saia já levantada mostrava sua calcinha branca. Livrei-me de minhas calças enquanto ela se despia.

– Você vai chupar a minha buceta.

– Eu vou é te meter o pirú.

Então entrei. Seus olhos viraram e senti que ela gozava. Eu metia forte e ela berrava:

– PUTAQUIPARIU, ME COME SEU FILHO DA PUTA!

Socava com força sua buceta e ela me cravou as unhas nas costas. A dor foi demais, mas me mantive em minha performance de garanhão. Ela era deliciosa e o gozo não demorou. Mas me mantive firme e continuei mesmo depois de gozar.

Muito tempo se passou e nós transamos até a exaustão. Eu dormi. E dormia satisfeito porque nunca havia tido uma transa como essa.

No banheiro, Catharina toma um banho quente. O demônio está feliz. E o sorriso em seus lábios insiste em seu rosto. Mas Catharina, a verdadeira Catharina, aquela voz na cabeça está em silêncio, ou procura refúgio em sua solidão. Mas não consegue porque sabe que foi abusada mais de uma vez. E não consegue pronunciar uma só palavra para o demônio. Ela fora castigada por falar demais e como uma criança que aprende a lição fica quieta em seu canto de cérebro sem conseguir formular uma frase sequer. O demônio não a importuna. Está satisfeito. Sabe que já demonstrou sua superioridade e que conseguiu o que queria. Tudo o que queria quando se apropriou de seu corpo. Catharina queria que o demônio fosse embora. E agora entendia que lutar, reclamar, ou questionar não a ajudaria a se livrar de Vervelra. Era melhor ficar ali, em seu canto chorando sem derramar uma lágrima sequer e esperar o dia  em que aquele ser a deixasse em paz por vontade própria. Suas vontades eram inúteis e só traziam mais frustração. Não, não teria vontades, não teria desejos, não queria ser violentada cada vez que conspirasse contra. Esperaria. Apenas esperar pacientemente até que seu corpo lhe fosse devolvido. Melhor, queria morrer. Queria ir para o esquecimento. Para o nada e não mais existir. Sem dor, ou alegria, sem nada. Pois nada era melhor que qualquer coisa. Mas nem se matar podia. Seu corpo não a responderia e só a sua vontade não mataria seu espírito. Mais uma vez amaldiçoou a Deus por permitir que lhe fizesse tudo aquilo, porque Deus em sua condição de o todo poderoso não se importava mais com sua criação. E que Lúcifer realmente havia sido injustiçado por questionar e por isso fora castigado. Assim como ele, Catharina estava sendo injustamente castigada.

Vervelra se deliciava com os pensamentos de Catharina e continuava seu banho. Era demais para ela. Havia conseguido o sexo com Marcos o seu objetivo principal e ainda conseguira literalmente foder a vida de Catharina. Sentia-se tão poderosa que acreditava que até mesmo satã batia palmas para ela. Ela havia se superado. Superado o poder de qualquer súcubo. A água em seu corpo, ela possuía um corpo. Coisa que nenhuma súcubo poderia ter. Súcubos não passam de larvas fluídicas conhecidas na antiga Teurgia como espíritos elementares. O espírito, que anima a matéria, acha-se por toda a parte. Aperfeiçoando sua forma com instinto até a inteligência e a beleza. Quando ela chega a ter um núcleo ela produz um ser vivo feito de sangue perdido, quer regularmente quer em sonho, pelos homens e mulheres. Essas larvas feitas de sangue buscam o sangue para se nutrir e manter-se vivos. Quando seus criadores morrem, eles também perecem, mas por se tratarem de criaturas sem alma são enviadas ao inferno e se tornam demônios baixos e não passam de vampiros dos sonhos. Não, ela não era mais uma súcubo, ela possuía um corpo, sentia o que as mulheres de verdade sentiam e não precisava copiar uma mulher para conseguir o que queria. Ela era uma mulher. E quando queria transar era só olhar para um homem que seu corpo bonito e seu dinheiro lhe daria o que queria. Até mesmo Marcos, de quem em todos esses anos nunca conseguira extrair uma gota sequer de energia, embora não conseguisse entender por que, a rejeitava. Mas agora isso não fazia mais diferença, pois não precisava mais disso. Ela tinha um corpo.  Ela poderia morrer que agora que sabia como se apropriar de um corpo não precisava mais voltar ao inferno. Não que fosse uma foragida, mas súcubos não são grande coisa naquele lugar. São apenas baratas mendigando energia para se manterem na existência. E isso sabe lá para quê? Criaturas burras, sem vontade própria que só existem para servir aos desejos dos idiotas e dos imorais e causar pesadelos.

Ela termina o banho e seca seu corpo sem pressa. Aprecia sua beleza e gosta de sentir sua pele fresca e macia. Seus dedos enrugados a divertem. Ela sai do banheiro, ainda se secando, e segue de volta para o quarto. Quer rever seu, de certa maneira, amado Marcos. Sim, amado. Com certeza ela amava aquele homem. Sua obsessão não se justificaria de outra maneira. Embora possa parecer impossível um demônio sentir amor por alguém, ela conseguiu nutrir esse sentimento por Marcos, mas não era um amor puro onde o bem estar era visto como prioridade. As súcubos, por instinto só sabem tirar das pessoas. Nunca o amor de Vervelra a permitiria que Marcos fosse um homem livre. Ela o queria para si e este deveria se tornar seu amado escravo. Um amor doentio e perverso que só pode terminar em dor e destruição. E isso para ela é como se fosse o “paraíso”. Ela sorri, pois sabe que vai encontrar um homem exausto naquela cama. E se diverte com seus pensamentos. Mas ela se engana e isso realmente não era esperado. Vervelra fica parada, sem ação com o que vê. Catharina em seu canto percebe e também vislumbra a cena, mas encontra-se incapacitada para esboçar qualquer reação. O que elas vêem é algo realmente fora das expectativas de qualquer um. É um demônio, uma súcubo, com suas asas nas costas e chifres nos cornos, em cima do corpo de Marcos cavalgando suave e delicadamente. Ela percebe Vervelra e sorri. Sorri debochando de seu orgulho. Debochando daquela que se atreve a dizer ser a melhor. Que se mantém sem ação. Apenas olhando, ali, da porta daquele banheiro.

Súcubo

Nenhum Comentário to ““SÚCUBO” Capítulo 12”

Leave a Reply

(obrigatório)

(obrigatório)