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“SÚCUBO” Capítulo 13

Mais uma vez estou sonhando com essas criaturas do castelo. Dessa vez é a mal encarada da porta. Como eu sei? Isso é um sonho, a gente sempre sabe. Mesmo ela estando com a aparência diferente. Com cabelos pretos e compridos, como eu gosto, pele branca e olhos escuros; usa uma blusa larga de algodão amarrada pouco abaixo dos seios, deixando a barriga à mostra e uma minissaia preta de vinil. Estamos em uma banca de jornal e dessa vez eu sou como eu mesmo. Estou olhando as revistas penduradas quando ela aparece e ficamos brincando de pega-pega em volta da banca até que consigo agarrá-la. Levanto sua saia e vejo que está sem calcinha. Deixo minhas calças caírem e começamos a transar deixando as revistas da bancada cair no chão. É ela, a garota da porta. Sei que é ela. Não sorriu nenhuma única vez, nem enquanto brincávamos em volta da banca.

Nem Marcos, nem a sua amante percebem duas mulheres de mãos dadas se aproximando. As duas usam blaisers, uma é Catharina e a outra uma mulher de cabelos pretos, é Vervelra. Ela entrara no sonho de Marcos e carregara consigo sua prisioneira Catharina para manter sob sua vista. Vervelra exala ódio e aperta com força a mão de Catharina, que se mantém obediente. Vervelra olha a amante se servindo daquele homem que lhe pertence, ou ao menos deveria ser exclusividade sua. Sim, ela tem ciúme. E deixa isso bem claro quando agarra a orelha esquerda da garota e a puxa com tanta força que consegue arrancá-la. O grito perturba Marcos que a solta e fica confuso. Neste momento todo o cenário muda. Não se vê mais banca de jornal, nem tampouco nada que remeta um ambiente urbano. Estamos agora de volta ao inferno. O mesmo inferno dos sonhos de Marcos. E os disfarces já não existem mais. A garota da porta se mostra de joelhos no chão berrando de dor e sua cabeça se esvai em sangue que cai por todo o seu corpo. Também se vê Catharina completamente nua ao lado de outra súcubo. É Vervelra que olha para a garota no chão.

– Sua puta maldita, você arrancou minha orelha! – e busca forças para se levantar, e mesmo ferida ela é uma criatura forte e se levanta com velocidade. Ela voa, literalmente, chega a abrir as asas para isso, em cima de Vervelra que solta a mão de Catharina e agarra com as duas mãos o pescoço da outra súcubo.

Ela aperta com força. Pretende mesmo enforcar a outra que se debate vorazmente, tentando se livrar daquelas mãos extremamente firmes. Marcos já não se parece mais consigo mesmo. Volta à aparência de homem negro que usa uma capa escura. Ver aquela cena o perturba. Ele precisa fazer algo, não sabe o que, mas precisa fazer e bem rápido.

– Pare, solta ela! Solta ela agora! – ordena Marcos a Vervelra.

Vervelra obedece, a contragosto, mas obedece. A súcubo ganha o chão e se inclina como em reverência a Vervelra para evitar mais torturas. Vervelra se vira para Marcos.

– E você seu veadinho, me traindo com essa escrota? Que tipo de homem é você, não pára de pensar em sexo? Acabamos de transar e você nem dormindo descansa? O que você é,  algum tipo de compulsivo sexual?

– Quem é você? – pergunta Marcos.

– Me come há anos e nem sabe quem sou eu?

– Você é Vervelra? A garota de cabelos curtos?

– É como você gosta, não é? Juro que procurei por uma garota assim, mas não consegui. Catharina foi a melhor que consegui, me desculpe. – ela se vira para Catharina, mas não a vê mais. E isso faz seu peito “explodir”. Seus olhos ardem e o ódio toma conta de si mais uma vez!

– PORRAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!! Eu larguei aquela vadia! Caralho, eu larguei aquela vadia! Puta que pariu, seu filho da puta! Tá satisfeito agora, Marcos, eu soltei aquela piranha e ela se foi. Acabou, seu escroto punheteiro da porra! Você me trouxe de volta pro inferno e eu larguei aquela piranha. Agora estou presa nessa merda de lugar de novo e a culpa é sua, seu babaca!

– Que tanta merda é essa que você tá falando, não tô entendendo nada. – diz Marcos.

– Você é um fodido mesmo! – Vervelra se abaixa até o chão e crava suas mãos na terra. E quando a puxa de volta está segurando o que a princípio deveria ser apenas terra, mas quando sentiu as mãos dela em sua canela se deu conta que se tratavam de algemas. Ela havia prendido seus pés ao chão com correntes.

– Que merda é essa? – pergunta Marcos.

Vervelra crava mais uma vez as duas mãos no chão e se levanta com pressa agarrando os pulsos de Marcos o prendendo com mais algemas.

– Agora, seu babaca, você não acorda mais.

– Pode me explicar essa palhaçada?

Vervelra não hesita em dar um tapa com as costas da mão no rosto de Marcos.

– Palhaçada, seu escroto? Você estragou tudo. Pra variar você estragou a merda toda. Eu tinha um plano perfeito e você estragou tudo assim, em um instante. Tudo estava perfeito e você manda tudo pra vala! Caralho, que ódio, Marcos, que ódio!

– Não tôentendendo nada.

– E você lá entende de alguma coisa? – Vervelra vê a outra súcubo ainda no chão e começa a chutar suas costelas. – Levanta sua cadela desgraçada, levanta que eu vou acabar com você agora sua filha da puta! Você estragou tudo. Pegou meu plano e fodeu com tudo! Vou fazer você chupar o próprio cu, sua piranha venenosa!

A súcubo geme em dor, mas não consegue se recompor. Suas costelas vão se espatifando uma a uma e em inúmeros pedaços. Vervelra agarra suas asas e cravando suas unhas afiadas vai arrancando pedaços cada vez maiores. A súcubo rola de dor no chão, mas não consegue reagir. Implora por clemência, mas sabe que nunca terá. Aquilo é o inferno e ali prevalece a lei do mais forte. Ninguém irá socorrê-la e lá não existe morte rápida. Sabe que seu sofrimento irá durar enquanto Vervelra não se cansar e uma súcubo não se cansa assim com facilidade. Ainda mais no caso de Vervelra que exala o cheiro do ódio. Cheiro esse que ela conhece bem, pois convive com ele desde sempre. Vervelra chuta suas genitálias cravando seus cascos. Com os dentes lhe arranca pedaços dos seios, de onde jorra sangue sem parar. Ela é espancada de todas as formas. O ódio de Vervelra não diminui e mesmo sem fôlego continua a bater. A garota da porta desejaria desmaiar, mas não pode. Ninguém desmaia no inferno, por maior que seja a dor, você a sentirá, e nunca, mas nunca mesmo irá se acostumar com ela a ponto de não mais sentir. Marcos vê o linchamento e vomita. Vervelra continua por horas a espancar, rasgar, chutar, chifrar e até mesmo sua cauda em forma de ponta penetra a carne da garota no chão. Isto dura muito tempo, mais do que a garota poderia suportar. Então Vervelra cai de joelhos completamente esgotada. Olhando para cima e vendo aquele céu com nuvens carregadas. E sente seu ódio se transformando em vapor através de sua transpiração.

– Você é um idiota Marcos, um perfeito idiota! – de joelhos mesmo, ela reclina seu corpo para trás deitando suas costas no chão e olhando Marcos de cabeça para baixo.

– Você realmente não sabe o que fez, não é?

Marcos, que já havia vomitado e chorado, virou para o demônio o rosto inundado de lágrimas e restos de comida, pois com suas mãos presas nem mesmo  pôde se limpar. Olhou para ela e esperou.

– Temos relações há anos, Marcos. Anos. E há anos não consigo extrair uma gota de energia de você. Vivo disso, sabia? Energia. Da sua energia e dos outros homens. Visito-o durante seu sono, me deito sobre seu corpo e entro em seus sonhos para incitar sua imaginação e fazê-lo gozar, e é do seu gozo que me alimento. É o que vocês chamam de polução noturna. Mas somos apenas energia e não possuímos um corpo físico, logo o que importa é a essência do seu orgasmo e o seu simplesmente não tem nada. Absolutamente nada. Talvez você seja estéril, isso explicaria. Normalmente o deixaria de lado, mas não sei te dizer por que continuei a insistir em você, e venho insistido há muito tempo. Posso dizer que me apaixonei por você. Não sei explicar como, mas extrair energia de você parecia um desafio divertido para mim, e continuei tentando e tentando. Minha obsessão me fez amar você e querê-lo para mim. Então percebi que assim nunca conseguiria obter prazer com você, pois eu não tinha um corpo. Eu precisava de um e então procurei quem pudesse me servir e encontrei Catharina. Ela não tinha cabelos curtos e pretos como você gostava, mas era bonita e tinha um espírito tão fraco, tão submisso que até mesmo eu poderia controlar. E consegui, Marcos, eu consegui dominar seu corpo e tudo isso só para poder ter relações de verdade com você. Foi tão maravilhoso tocá-lo, sentir sua língua. Eu gozei assim que me penetrou, Marcos. Eu bebi seu esperma com a maior satisfação do mundo. Tudo estava perfeito até eu ver essa cria do demônio em cima de você. Aquilo me perturbou tanto, mas tanto que eu precisava fazer alguma coisa. Então eu vim até aqui sem me dar conta de que poderia perder Catharina de vista. E eu a perdi quando soltei sua mão. Eu a soltei, deve estar pulando de felicidade em seu apartamentinho de merda agora, chorando de alegria. Aquela pateta!

– E por que me prendeu?

– Preso aqui, você não acorda no mundo real, e isso o mantém comigo.

– Uma hora eu vou acordar, isso tudo é um sonho, não é?

– Que parte da piada você não entendeu? Enquanto estiver nestas correntes você não acorda.

– Mas eu não posso ficar no inferno, eu não morri ainda. Não fui julgado para ficar no inferno.

– Você só é julgado quando morre, seu pateta, e você está vivo. Está apenas dormindo. E continuará assim enquanto estiver nessas correntes e enquanto estiver aqui, você é meu.

– Me solta!

– Como é? – ela se vira e fica de pé. – Você acha que pode me dar ordens seu merdinha? Escute bem, seu veadinho, eu não esqueci que você estragou tudo pra foder com essa vadia aí! Olha pra ela! Você ainda a deseja? Hein? Olha a bucetinha dela. Você quer comer?

Marcos fecha os olhos para não olhar aquela figura disforme no chão que ainda agoniza.

– Você é uma nojenta. – diz Marcos.

– Nojenta? Que tipo de homem é você, acha que isso é um insulto? Fala como um homem, porra!

– Você é uma puta nojenta!

– Um pouco melhor, mas ainda não é másculo o bastante. Acho que vou te ensinar umas coisinhas.

Ela agarra o galho seco de uma árvore morta e o quebra. Segue caminhando em direção a Marcos, com um sorriso sádico e uma estranha felicidade nos olhos.

Súcubo

One Comments to ““SÚCUBO” Capítulo 13”

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